
Dicas ajudam a proteger crianças na internet
Dicas simples ajudam a proteger seu filho de criminosos digitais
CINTIA BAIO e LILIAN FERREIRA | Do UOL Tecnologia
Diálogo franco é fundamental: esta é a opinião de especialistas em direito da criança quando o assunto é proteger a navegação dos filhos na Web.
"Não adianta proibir o acesso e não explicar para a criança os motivos", resume Carolina Padilha, coordenadora de programa da ONG WCF-Brasil.
É certo violar a privacidade dos filhos para protegê-los na Internet?
Mas, como manter esse diálogo? Segundo os especialistas, o primeiro passo é tentar conhecer por onde seu filho navega e entender as suas preferências. Depois, questionar os motivos que o fazem acessar o site e explicar que aquele conteúdo pode trazer de problemas na "vida real".
Por exemplo, se o seu filho participa de uma comunidade de torcidas organizadas cujos comentários sejam direcionados para a incitação ao ódio e a violência, tente explicar que ele pode ser alvo de investigação por participar da comunidade e que tais comentários são considerados crimes.
Veja, a seguir, outras dicas práticas para estimular o diálogo e a navegação segura:
Hackerteen
Projeto educacional para jovens de 14 a 19 anos que ensina sobre redes e segurança da computação e ética hacker. Possui também uma cartilha para pais, filhos e educadores sobre como deve ser o comportamento de adolescente na Internet.
Brasil contra a pedofilia
Página reúne notícias de pedofilia, acesso a Conselhos Tutelares e orientação jurídica.
WCF-Brasil
Instituto World Childhood Foundation Brasil, fundado pela rainha Silvia da Suécia, tem como objetivo defender os direitos da criança e do adolescente, principalmente contra a violência sexual
Whatthey Play
Guia sobre videogames para pais saberem o que os filhos estão jogando. Informando os pais sobre os tipos de jogos, eles acreditam que podem melhorar o diálogo principalmente sobre jogos violentos
Safernet
Associação que monitora os crimes cometidos na Internet, em especial a pedofilia online. Possui ligação com o Ministério Público e serve como uma porta para denúncias por meio de sua página
Procure manter o computador em uma área comum da residência e tente observar, esporadicamente, quais são os sites que a criança está visitando e com quem ela está conversando em salas de bate-papo e mensageiros eletrônicos.
Conheça melhor quais são as ferramentas que seu filho utiliza na rede. Saiba como adicionar ou remover contatos do MSN, analisar histórico de navegação e identificar se a sala de bate papo que ele freqüenta é própria para a idade dele.
Fique atento para que seu filho não marque encontros com pessoas conhecidas na Internet sem que você o autorize. Se a permissão for dada, agende o encontro em local público e acompanhe-a.
Preste atenção ao criar senhas para comunicadores instantâneos e preencher cadastros em sites e serviços. Instrua seus filhos para que eles informem o menor número possível de dados pessoais, como endereço residencial e telefones.
Questione as crianças a respeito das páginas que estão visitando. Saiba como chegaram até os endereços eletrônicos e o que estão procurando. Se detectar páginas suspeitas, explique aos seus filhos os motivos pelos quais eles devem evitar tais conteúdos.
Converse com seus filhos sobre ódio e racismo na Internet. Explique que existem sites que incitam a violência, o racismo e que pessoas que compartilham da idéia - participando de comunidades, por exemplo - correm o risco de responder judicialmente pelo crime.
Evite colocar fotos da criança com biquínis ou fantasias que deixam o corpo muito à mostra em sites para que ela não seja veiculada entre criminosos ou despertem o interesse deles.
A reportagem completa você encontra no site da UOL
http://tecnologia.uol.com.br/dicas/ultnot/2008/05/15/ult2665u330.jhtm